23 março 2013

Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes da autora Emily Brontë

Senti falta de mais clássicos aqui no blog, então resolvi falar sobre o grande legado deixado por Emily Brontë: O Morro dos Ventos Uivantes.


Sinopse
"Se o amor  dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue."

O livro favorito de Bella e Edward!
Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, inclusive dos belos personagens de Stephenie Meyer.

CLASSIFICAÇÃO: ♥

Uma palavra para descrever este livro: INTENSO!


Confesso que resenhar a obra-prima de Brontë não foi uma das tarefas mais fáceis (precisei reler o livro atentamente algumas vezes)... mas vamos ao que interessa!
Essa versão é mais extensa e, caso você não esteja familiarizado com a linguagem característica dos clássicos, recomendo que procure uma adaptação resumida.


Recomendo a versão da Vilma Arêas por ser uma leitura mais simples/objetiva.

O primeiro capítulo é bem descritivo e, tenho que admitir, bastante chato. Entretanto, no decorrer da leitura a percepção e o entendimento dos sentimentos expressados pelos personagens torna a leitura excitante e envolvente.


 – Melhora, prometo.
Um dia, David Nicholls
pág. 274

É um enredo fatalista e bem estruturado, onde uma única escolha contém todo o destino dos personagens, os quais são exemplos extremistas da natureza humana. Dessa maneira, o triângulo amoroso (não estou certa de que esta seja a definição apropriada) entre Catherine Earnshaw, Heathcliff e Edgar Linton divide opiniões e arranca do leitor um turbilhão de emoções que vão desde a compaixão até o ódio.

"Só ia dizer que o céu não parecia ser minha casa e eu desatei a chorar para voltar para a terra, e os anjos ficaram tão zangados que me expulsaram e me lançaram no meio do urzal, e eu fui cair no topo do Morro dos Ventos Uivantes, e depois acordei chorando de alegria." pág. 73


Dentro da narrativa segue-se uma outra história vivida pela segunda geração das famílias Earnshaw e Linton , que, embora apresente um desfecho diferente, é essencialmente parecida com a principal.

Observação: Alguns personagens possuem o mesmo nome, tente não confundi-los.

Trágico e inesquecível... esse romance conturbado meche com o leitor deixando-o a deriva diante de personagens que, embora estejam longe de serem mocinhos, tampouco chegam a ser vilões. Até que ponto o Heathcliff merece ser condenado?Alguém sabe dizer qual o tamanho da culpa de uma alma atormentada? E a Cathy? O próprio orgulho já não a impôs castigo suficiente? Garanto-lhes que perguntas não irão faltar.

"Cathy adorava Hathcliff. O maior castigo que podiam dar a ela era separá-la do Heathcliff." pág. 39

"Só duas palavras poderiam descrever o meu futuro: morte e inferno. A minha vida depois de perdê-la seria um inferno." pág. 129

"Oh! Meu Deus! Gostarias tu de viver com a alma na sepultura?" pág.140

É estimulante notar como Brontë mesclou obsessão, ódio, orgulho e vingança sem, entretanto, retirar a intensidade do amor entre Catherine e Heathcliff.

"Beija-me e não me deixes ver teus olhos! Perdoo-te o mal que me fizeste. Eu amo quem me mata. Mas... como poderei perdoar quem te mata?" pág.140

"Catherine Earnshaw, enquanto eu viver não descansarás em paz! Disseste que te matei. Pois então assombra-me a existência! Os assassinados costumam assombrar a vida dos seus assassinos, e eu tenho certeza de que os espíritos andam pela terra. Toma a forma que quiseres, mas vem para junto de mim e me enlouquece! Não me deixes só, neste abismo onde não te encontro! Oh! Meu Deus! É indescritível a dor que sinto! Como posso eu viver sem a minha vida?! Como posso eu viver sem a minha alma?! " pág. 145/146

Para concluir, O Morro dos Ventos Uivantes é maravilhoso de um jeito inexplicável e minha vontade é transcrever não apenas trechos, mas o livro completo pra vocês (Acho melhor publicar essa resenha de uma vez, tchau!).